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publicado em: 02/09/2015

A transição digital já acabou. Há muito tempo já nos relacionamos de maneira diferente com a internet, vamos ao banco de um jeito novo, vemos filmes de outra forma; até pedir pizza não é mais a mesma coisa. Porém, por mais que nossa vida seja totalmente imersa na web, muitas empresas ainda não a encaram como uma ferramenta essencial no relacionamento com seus clientes e, pior, não percebem que ficar alheio a esse novo cenário pode ser muito prejudicial, isso num curto espaço de tempo.

A web deu a oportunidade para as empresas de conversarem diariamente com seus consumidores e ainda assim, não o fazem. E quando fazem, na maioria das vezes, é de forma equivocada. Essa postura é muito percebida em mercados menores, onde várias marcas ainda relutam em ter uma presença digital mais forte. 

Paralelo a esse quadro, temos empresas que são líderes de mercado, tomando posturas amplamente pró-digital, e elas não tomam essa atitude por achar legal ou divertido. Essas organizações perceberam que os clientes demandam isso, que para permanecer na ponta daqui a 5 ou 10 anos a mudança precisa ser feita agora.

E quando vamos analisar quais são os argumentos do nosso mercado contra uma presença digital relevante percebemos a miopia e o excesso de achismo em que vivemos. Existe a linha do “Internet é coisa de gente rica”, sendo que mais de 50% da população conectada no Brasil vem da Classe C. Também é comum ouvir que “Internet é coisa de jovem”, o que também já se mostrou ser um engano: pesquisas indicam que, somados, os usuários entre 25 e 54 anos, correspondem a 66% dos acessos no Brasil.  Ou seja, no geral, a maioria esmagadora dessas “crenças populares” é uma grande falácia que já foi desmentida algumas vezes.

Se os grandes nomes do mercado e os números que desbancam os achismos ainda não são suficientes para mudar seu pensamento, ainda tenho um último argumento: vou apelar para as métricas!

A mídia off-line sempre foi precificada e vendida através de alcance e frequência. Sem sombra de dúvida eles continuam tendo importância vital no processo de pulverização de uma mensagem, mas usar apenas esses dois fatores, deixa brechas para questionamentos. 

Por mais que exista segmentação, ainda não temos a certeza de que o anúncio vai chegar para o cliente ideal, aquele com interesse no produto e potencial de compra. O que existe é a probabilidade dele ser atingido. E as métricas que te disseram qual o melhor caminho são do tempo que a população era separada apenas por região, sexo, idade e classe econômica.       

Isso dificilmente acontece na web. Ela é cheia de mecanismos que indicam perfil do consumidor, taxa de clique, números de visualização, conversões, engajamento, mapeamento do caminho percorrido pelo cliente, e outras milhares de métricas que dão o real quadro do processo de compra e da percepção da sua marca. 

Por esses e por vários outros motivos, que a internet é tão importante para o seu negócio, não apenas pelo fluxo de pessoas que é enorme e aumenta progressivamente, pelos novos clientes que você deseja adquirir e que já estão nascendo num ambiente totalmente conectado, pelos seus concorrentes que estão investindo fortemente em digital, ou pelo monitoramento constante do processo compra. O que você pode não ter notado ainda, é que a internet já virou um meio de massa. Só que ela é cirúrgica, mais humana, pode falar todos os dias com seu cliente e tornou-se essencial para a vida da sua organização.

Esse texto (longo) pode ter feito você se concertar na cadeira algumas vezes, e a ideia sempre foi essa: provocar, fazer você pensar como será sua organização no futuro. Ela vai buscar a liderança ou vai ser engolida pelo mercado?

Isaac Veloso

Sempre achei que trocando informações e debatendo pontos de vistas chegamos às melhores soluções. É justamente esse o caminho que vamos fazer aqui.

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