MENU

publicado em: 24/08/2015

Há algum tempo houve um verdadeiro movimento migratório dos sites institucionais para páginas no Facebook. Algumas grandes empresas, inclusive agências de comunicação, começaram a apontar seus domínios para suas Fanpages e seus sites simplesmente deixaram de existir. Bem, foi apenas uma estação para que boa parte dessas “aves migratórias” voltasse ao seu habitat natural.

Frequentemente, alguns clientes me consultam sobre a possibilidade de fazer essa mudança. De antemão, já adianto que isso não é o ideal. Mas, para não parecer implicância minha, vou explicar melhor, desde o começo:

 

A migração

Estamos em 2012, a mais popular rede social em terras brasileiras (o Orkut, claro!), começa a perder audiência para o Facebook, que já é uma potência mundo afora.

Com sua interface mais dinâmica e espaço institucional, a nova rede agrada não só aos usuários, como também às empresas. As Fanpages são tudo que as empresas sempre buscaram numa rede social: um espaço próprio, personalizável, onde marcas interagem com pessoas como se fossem bons amigos.

Os veículos de comunicação começam a se empolgar: “Finalmente, internet 2.0!”, “Se sua marca não está no Facebook, ela não existe.”, “Esqueça o site, acompanhe a revolução digital!”.

Ora! E ainda é de graça! Faz todo sentido não é mesmo? – Bem, vamos falar disso mais tarde.

 

O Retorno

Tudo era de fato muito atraente, mas algumas falhas no conceito começaram a ficar evidentes:

Personalização de verdade
Comparado às outras redes sociais, o Facebook oferecia uma atraente gama de possibilidades: além do avatar e texto informativo, havia a capa de página, informações de contato, localização e a possibilidade de criar aplicativos personalizados para a página. Com o tempo notou-se que isso não é o suficiente para destacar a identidade de cada empresa em relação aos concorrentes. E mais, a própria estrutura da página sofre mudanças por parte da administração do Facebook, sobre as quais não temos nenhum controle. E isso nos leva a o próximo ponto:

Quem manda na sua página?
A administração da rede social tem total controle do formato das páginas, seu conteúdo e até mesmo a existência das mesmas. Isso porque as páginas são de propriedade do Facebook e podem até ser removidas – sem aviso prévio – caso não sejam do interesse da organização. Da mesma forma, o Facebook pode determinar qual o alcance de suas páginas, ou seja, quantas pessoas de fato veem as suas publicações.

De graça? Nem tanto.
Falando em alcance, recentemente uma mudança nas políticas de alcance orgânico (isso é, gratuito) causou uma grande repercussão na mídia especializada, sendo que alguns veículos chegaram inclusive a decretar o fim das suas Fanpages. O motivo resumido: com esta mudança, apenas uma mínima parcela (1 a 5%) de seus seguidores veem suas publicações e caso você queira aumentar suas visualizações será necessário impulsioná-las através de pagamentos à rede.

No final das contas, para um pequeno negócio ter um maior alcance na rede é inevitável que haja um investimento financeiro na mesma.

 

Então usar o Facebook é um erro?

Você já deve estar pensando que eu detesto o Facebook e que minha próxima sugestão seria não criar uma Fanpage e, caso já tenha uma, excluí-la.

Calma, não é para tanto.

O Facebook é um grande aliado na divulgação do seu negócio, entretanto ele deve funcionar como uma ferramenta auxiliar para levar as pessoas ao seu site. Nunca como sua única forma de divulgação. No seu site, você tem total controle sobre o conteúdo e como sua marca será apresentada.

Felipe Miranda

Um publicitário apaixonado por design e fotografia que acompanhou o crescimento das redes sociais ao mesmo tempo em que se especializava na área e que, de quando em vez, se arrisca a escrever algumas linhas sobre o assunto.

DEIXE SEU COMENTÁRIO